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DOCUMENTO OFICIAL REVELA QUE LEONEL FILHO VOTOU A FAVOR DO 13º SALÁRIO E FÉRIAS PARA VEREADORES

Documentos oficiais da Câmara Municipal de Codó revelam um contraste gritante entre os interesses defendidos pelos vereadores e as necessidades mais urgentes da população trabalhadora do município. No dia 19 de novembro do ano passado, os parlamentares aprovaram, sem grandes debates ou resistências, um Projeto de Lei que garantiu a eles próprios o direito ao 13º salário e às férias remuneradas, benefícios historicamente associados ao regime celetista e que, até então, não faziam parte do pacote de direitos assegurados aos vereadores da Casa.

A aprovação do projeto ocorreu de forma célere e discreta, sem mobilização popular ou ampla divulgação dos impactos financeiros da medida para os cofres públicos. Ainda assim, o texto foi acolhido pela maioria absoluta dos parlamentares, evidenciando um raro consenso quando o assunto dizia respeito aos próprios vencimentos e garantias pessoais dos membros do Legislativo municipal.

No entanto, o cenário mudou drasticamente neste ano. Em sessão recente, a mesma Câmara Municipal rejeitou uma indicação que solicitava ao Poder Executivo o estudo da viabilidade do pagamento do 13º salário a garis, vigias e zeladoras, trabalhadores terceirizados que prestam serviços essenciais à população de Codó. Esses profissionais, apesar de desempenharem funções fundamentais para o funcionamento da cidade — como limpeza urbana, vigilância de prédios públicos e manutenção de espaços coletivos — seguem à margem de direitos básicos garantidos a outras categorias.

A indicação não impunha obrigação imediata ao Executivo, mas apenas pedia que fosse analisada a possibilidade de concessão do benefício, considerando aspectos orçamentários e legais. Ainda assim, a maioria dos vereadores votou contra, demonstrando resistência até mesmo à discussão do tema. O posicionamento gerou forte repercussão negativa entre moradores, lideranças comunitárias e movimentos sociais, que enxergaram na decisão um claro distanciamento da realidade vivida pelos trabalhadores de menor renda.

Entre os parlamentares que votaram contra a indicação está o vereador Leonel Filho, aliado político do prefeito Chiquinho do PT e integrante do bloco governista na Câmara. Sua postura foi interpretada como alinhada à orientação do Executivo, mas também como símbolo de uma atuação parlamentar que prioriza a manutenção de privilégios em detrimento de pautas sociais amplas.

A comparação entre as duas votações — uma que beneficiou diretamente os próprios vereadores e outra que negou um direito a trabalhadores terceirizados — intensificou as críticas da população codoense. Para muitos, o episódio escancarou uma lógica desigual na condução dos trabalhos legislativos: enquanto projetos de interesse corporativo avançam com facilidade, propostas voltadas à justiça social enfrentam resistência e rejeição.

O sentimento de indignação cresce ainda mais diante da informação de que funcionários contratados da própria Câmara Municipal também não terão direito ao 13º salário, o que amplia o clima de insatisfação tanto dentro quanto fora do Legislativo. Servidores que atuam diariamente para manter o funcionamento da Casa Legislativa observam, com perplexidade, a concessão de benefícios aos vereadores enquanto seus próprios direitos seguem limitados.

Esse contraste alimenta questionamentos sobre os critérios e prioridades adotados nas votações, além de levantar dúvidas sobre o compromisso social dos parlamentares com a população que os elegeu. Para muitos cidadãos, a Câmara demonstra sensibilidade apenas quando os benefícios recaem sobre seus próprios membros, adotando postura rígida e burocrática quando o impacto financeiro envolve trabalhadores de baixa renda.

Atuação de Leonel Filho

Após liderar o bloco de vereadores alinhados ao prefeito Chiquinho do PT na rejeição da proposta do 13º salário para trabalhadores terceirizados, Leonel Filho passou a ser alvo de críticas mais intensas. Para setores da sociedade civil, sua atuação parlamentar tem seguido uma lógica seletiva: direitos amplos quando o benefício é próprio; rigor, silêncio e justificativas técnicas quando a pauta é social.

Nos bastidores da política local, essa postura teria reforçado um apelido incômodo atribuído ao vereador: “Gardenal”, em alusão à frieza e à ausência de empatia diante de demandas populares. Embora o termo circule de forma informal, ele traduz a percepção de parte da população sobre a conduta política do parlamentar.

Até o momento, nem Leonel Filho nem a Mesa Diretora da Câmara Municipal se manifestaram oficialmente sobre a evidente diferença de tratamento entre os benefícios concedidos aos vereadores e a negativa imposta aos trabalhadores terceirizados e aos próprios funcionários da Casa. O silêncio institucional aprofunda a sensação de distanciamento entre representantes e representados.

O episódio, que já repercute amplamente em rodas de conversa, redes sociais e meios de comunicação locais, passa a integrar um debate maior sobre ética, responsabilidade social e coerência na atuação parlamentar. Para muitos codoenses, a questão vai além do 13º salário: trata-se de compreender para quem, de fato, a Câmara Municipal de Codó tem legislado.

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