Auxiliares que atuam nas escolas públicas municipais de Codó, no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), procuraram nossa reportagem para denunciar condições de trabalho que classificam como “desumanas” e “insustentáveis”.

Segundo as profissionais, a jornada chega a dois turnos diários, de segunda a sábado, sem direito a folgas, licenças médicas ou mesmo a ausentar-se para compromissos familiares, como reuniões escolares de seus próprios filhos.
A situação é ainda mais crítica para aquelas que também são mães de crianças autistas. “É um sofrimento. Passamos o dia inteiro cuidando dos filhos dos outros, com todo carinho, mas não temos tempo nem para cuidar dos nossos. Muitas de nós também temos filhos autistas”, desabafou uma auxiliar.
Além da carga horária excessiva, o salário é considerado irrisório: apenas R$ 1.405,00. As trabalhadoras afirmam que sequer sabem de onde vem o contrato de prestação de serviço, já que não se sentem amparadas por nenhum direito trabalhista.
“Não acreditamos que o prefeito Chiquinho do PT saiba dessa situação. Por isso, pedimos ajuda das autoridades para que possamos trabalhar apenas um turno, com condições dignas, sem prejudicar nossa saúde física e mental”, finalizou uma das denunciantes.
Até o fechamento desta matéria, o governo de Chiquinho do PT não havia se pronunciado sobre o caso.





