A imagem registrada na sala de medicação do Hospital Geral Municipal (HGM) escancara o abandono da saúde pública e reforça as denúncias já feitas por familiares de pacientes que enfrentam o caos dentro da unidade. O ambiente, que deveria seguir rígidos protocolos de higiene e segurança, apresenta piso sujo e úmido, infiltrações, encanamento improvisado e sinais claros de degradação estrutural.

Em um local destinado à aplicação de medicamentos — muitos deles intravenosos — a falta de condições sanitárias adequadas representa um risco direto à vida dos pacientes. Especialistas alertam que ambientes insalubres como o mostrado na imagem favorecem infecções hospitalares, contaminação cruzada e até quadros graves de sepse, especialmente em pacientes já debilitados.
A situação se torna ainda mais alarmante diante das recentes denúncias de familiares que relatam falta de material cirúrgico, superlotação e longas esperas por procedimentos básicos. O que se vê na sala de medicação é o reflexo de uma gestão que falha não apenas administrativamente, mas humanamente.
Atualmente, o HGM tem como diretora Rossana Araújo, que ocupa o cargo somente por ser esposa do vereador Leonel Filho. A gestora já acumula centenas de denúncias e críticas, sem que soluções efetivas sejam apresentadas. A imagem da sala de medicação não é apenas um retrato do descaso, mas uma prova concreta de que o direito constitucional à saúde está sendo diariamente violado.
Diante desse cenário, cresce a cobrança por providências urgentes, fiscalização dos órgãos competentes e responsabilização dos gestores. No HGM, o que deveria ser cuidado virou risco — e quem paga o preço é a população mais vulnerável.





