O Governo do Maranhão exonerou Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió, do cargo em comissão de superintendente de Articulação Regional da Regional de Viana, função vinculada à Secretaria de Estado de Articulação Política. Eva ocupava o cargo desde junho do ano passado.

A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado no dia 5 de janeiro, com validade retroativa a 24 de dezembro, data em que Eva Curió foi presa. Ela é primeira-dama do município de Turilândia e está detida desde a semana do Natal, suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção que teria desviado mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.

Segundo as investigações, o esquema seria operado por meio de empresas fictícias, supostamente criadas pelo marido de Eva, o prefeito afastado de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil), e por aliados políticos. Ainda conforme apurado, Eva Curió teria papel central no esquema, sendo apontada como responsável por gerenciar contas da Prefeitura e da Câmara Municipal, além de operacionalizar transferências ilícitas e articular a compra de imóveis para lavagem de dinheiro.

Eva Curió e Paulo Curió, que também está preso, devem prestar depoimento nesta sexta-feira (9), em São Luís, na sede do Ministério Público do Maranhão (MP-MA).

Pedido de intervenção em Turilândia

Diante da gravidade das denúncias, o Ministério Público do Maranhão solicitou intervenção na administração de Turilândia. Atualmente, o município está sob o comando do presidente da Câmara Municipal, o vereador José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), que cumpre prisão domiciliar por suspeita de envolvimento no mesmo esquema de corrupção.

O pedido de intervenção deve começar a ser analisado a partir desta quarta-feira (7) pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, que decidirá sobre os rumos administrativos do município enquanto as investigações seguem em andamento.