
Em meio à polêmica votação que rejeitou a indicação que solicitava o pagamento do 13º salário para garis, vigias e zeladoras, um esclarecimento se faz necessário aos leitores do Marco Silva Notícias. O vereador Antônio Luz não votou contra a matéria porque não se encontrava presente no plenário no momento em que a proposta foi apreciada e rejeitada pela maioria dos parlamentares.
Segundo informações repassadas por aliados próximos, Antônio Luz teria afirmado que, caso estivesse presente durante a votação, teria se posicionado favoravelmente à indicação. Para o vereador, o pagamento do 13º salário representaria uma forma mínima de reconhecimento e valorização de trabalhadores terceirizados que exercem funções essenciais para o funcionamento da cidade, muitas vezes em condições de trabalho difíceis e com remuneração limitada.
A ausência do parlamentar ocorreu justamente no momento em que a maioria dos vereadores decidiu rejeitar a proposta, decisão que gerou forte repercussão negativa e uma série de críticas por parte da população. A insatisfação popular se intensificou especialmente após vir à tona que a Câmara Municipal aprovou, em outra ocasião, projetos que garantiram aumento salarial, além do pagamento de 13º salário e férias remuneradas para os próprios vereadores, o que, para muitos cidadãos, evidenciou uma discrepância entre os benefícios concedidos aos parlamentares e a realidade enfrentada pelos trabalhadores terceirizados.
O posicionamento atribuído a Antônio Luz contrasta com a postura de outros vereadores que, mesmo presentes em plenário, optaram por votar contra a indicação. Para interlocutores próximos, a defesa do benefício estaria alinhada com sua atuação política e com o entendimento de que o Poder Legislativo deve priorizar pautas de impacto social, sobretudo aquelas voltadas à valorização de categorias historicamente menos assistidas pelo poder público.
Ainda segundo aliados, Antônio Luz avalia que o pagamento do 13º salário não deve ser tratado como privilégio, mas como um direito capaz de garantir mais dignidade, segurança financeira e reconhecimento a famílias que dependem diretamente desses rendimentos. A medida, na visão de seus apoiadores, contribuiria para a redução de desigualdades sociais e reforçaria o compromisso do município com os trabalhadores responsáveis pela limpeza, segurança e manutenção dos espaços públicos.
Até o momento, o vereador não se pronunciou oficialmente por meio de nota ou declaração pública sobre o tema. No entanto, a informação de que teria sido favorável à indicação vem sendo mencionada como um elemento de distinção dentro da Câmara Municipal, em meio ao desgaste político e institucional provocado pela rejeição da proposta.
A decisão de barrar a indicação segue repercutindo e alimenta um debate mais amplo sobre coerência, prioridades e responsabilidade social dos vereadores diante das demandas da população, especialmente daqueles que se encontram em situação de maior vulnerabilidade e dependem diretamente das políticas públicas para garantir condições mínimas de dignidade.





