A cada dia fica mais evidente o rumo político da gestão de Chiquinho do PT em Codó: enquanto a máquina pública trabalha a pleno vapor para impulsionar o projeto eleitoral do filho do prefeito, as lideranças que um dia formaram sua base de apoio agonizam politicamente, empurradas para o completo ostracismo. O cenário é tão óbvio quanto incômodo: quem não faz parte do núcleo familiar perdeu espaço, voz e relevância.

Desde o início do mandato, Chiquinho deixou claro que sua prioridade não era governar para fortalecer o grupo, mas sim pavimentar o futuro político do herdeiro. O resultado dessa escolha é um acúmulo de aliados invisibilizados, ocupando cargos decorativos e sem qualquer margem para atuação. Muitos, antes vistos como peças-chave, hoje sobrevivem nos porões da prefeitura, ressurgindo apenas quando o assunto envolve bater continência para o chefe.
Dentro do grupo governista, ninguém tem dúvidas: o plano para 2028 está desenhado. A estratégia é pragmática e nada surpreendente — eleger alguns secretários cuidadosamente escolhidos para compor o novo projeto eleitoral. O restante da base? Servirá apenas como massa de manobra: úteis para fotos, para fazer volume em eventos e para garantir palmas nos momentos oportunos. Fora isso, sobra pouco além da humilhante função de obedecer.
Os que aceitarem permanecer no papel de “bucha de canhão” até podem garantir seus cargos por mais quatro anos, mas sem qualquer chance de crescimento político. Trabalhar muito, aparecer pouco e não evoluir: essa é a ironia que domina o atual governo. Já aqueles que ainda têm alguma ambição e conseguem enxergar além dos muros da prefeitura percebem que há, sim, caminhos onde podem ser valorizados, ouvidos e tratados como lideranças — e não como meros acessórios de um projeto familiar.
No fim das contas, seguir ao lado de Chiquinho do PT significa renunciar à própria trajetória política. Significa aceitar secretarias irrelevantes, posições sem projeção e um papel figurativo em um governo que só valoriza quem tem o sobrenome certo. Aos que insistirem em permanecer, restará a ingrata condição de serem úteis no discurso, mas totalmente descartáveis na construção real do poder.





