Rádio Lemos FM

Aproveite 24 horas de programação ao vivo, com os melhores radialistas da nossa terra e grandes vozes do sul do país!

MÉDICO DESMENTE VERSÃO OFICIAL DO HGM E EXPÕE USO DE PROCEDIMENTO INADEQUADO EM PARTO QUE RESULTOU EM BEBÊ DECAPITADO

Na última segunda-feira (18), 21 horas após a morte trágica de um bebê no Hospital Geral Municipal (HGM) de Codó, a direção da unidade divulgou uma nota oficial afirmando que a gestante deu entrada no pronto-socorro já em trabalho de parto e com sinais de sofrimento fetal. Segundo a versão oficial, a equipe de obstetrícia teria decidido imediatamente pela realização de uma cesariana.

No entanto, mensagens internas revelam que a nota escondeu informações cruciais sobre o que realmente aconteceu naquela madrugada. Um relato atribuído ao médico Isisnaldo Silva Correia, enviado a colegas de profissão, traz uma versão completamente diferente da divulgada pelo hospital.

De acordo com o próprio Isisnaldo, por volta das 2h30 ele foi chamado para atender a jovem de 27 anos identificada pelas iniciais A.S.S. A paciente já estava posicionada para parto normal, com a cabeça do bebê parcialmente exposta. Após várias tentativas frustradas de concluir o parto natural, a mãe ficou exausta e o bebê em grave sofrimento por asfixia.

O médico então decidiu realizar uma cesariana. Para isso, tentou reintroduzir a cabeça da criança no útero, mas também não obteve sucesso. Sem a especialização necessária para lidar com um caso tão delicado, Isisnaldo pediu ajuda ao médico Allan Roberto Costa Silva — que, assim como ele, não possui registro de especialização em obstetrícia no Conselho Regional de Medicina.

Segundo o relato, após prolongados esforços e já sem sinais de vida do bebê, os dois médicos optaram por um procedimento chamado fetotomia. Pesquisas médicas mostram, porém, que a fetotomia é utilizada exclusivamente em medicina veterinária, em animais como bovinos e equinos, jamais em seres humanos. A técnica consiste em fragmentar o feto dentro do útero para facilitar sua retirada pelo canal vaginal.

O relato é ainda mais chocante: Isisnaldo afirma que a decisão de realizar o procedimento foi comunicada ao pai da jovem, que estaria aguardando em outra sala. Ele teria autorizado a intervenção, sem compreender sua gravidade. No desfecho, a decapitação do bebê foi realizada pelo médico Allan Roberto.

Allan Roberto Costa Silva é conhecido na região por sua atuação política em Pedreiras e estaria trabalhando no HGM de Codó por indicação do prefeito de Trizidela do Vale, Deibson Balé, amigo pessoal do deputado estadual Francisco Nagib.

A reportagem entrou em contato com Allan Roberto, que foi procurado pelo Instagram e em dois números de WhatsApp, mas não respondeu às mensagens. Também não houve retorno do secretário de Saúde, Suelson Sales, da diretora do HGM, Rossana Araújo (esposa do vereador Leonel Filho), do assessor de comunicação Cícero de Sousa e nem do repórter Francisco Oliveira, ligado ao prefeito Chiquinho do PT.

Até o fechamento desta matéria, nenhum representante do hospital ou do governo municipal havia apresentado esclarecimentos sobre as contradições entre a nota oficial e o relato do médico Isisnaldo Silva Correia.

Enquanto isso, familiares da vítima preferiram não se pronunciar sobre o caso, que já provoca comoção e revolta na sociedade codoense, ampliando a cobrança por investigações independentes.

Confira abaixo a nota na íntegra do médico Dr. Isisnaldo:

Eu, Isisnaldo Silva Correia, médico, CRM 4456-MA,plantonista da obstetrícia no HGM de Codó no dia 16 e 18 de agosto de 2025, por volta das 2:30h da madrugada do dia 18 de agosto, fui chamado no repouso médico para atender duas gestantes que havia chegado para ser avaliadas, a primeira gestante que foi atendida foi o caso que é o foco deste relatório, que foi examinada em trabalho de parto já em período expulsivo foi encaminhada para a sala de parto acompanhada do enfermeiro Antônio, enquanto que a segunda gestante foi medicada e orientada a retornar para a sua casa. A gestante A.S.S, 27 anos, que encontrava-se em período expulsivo do trabalho de parto, Gestação 4 Partos 2 e Aborto 1, hipertensa e com diabetes gestacional, sendo que dos dois partos normais anteriores , teve um feto vivo que nasceu segundo a paciente prematuro de muito baixo peso, sendo que o segundo parto normal houve óbito fetal por distocia de ombros. A mesma estava com uma cesariana marca para terça-feira, dia 19, com o médico Dr Crisanto,devido a história pregressa de distocia de ombros. Ao chegar na sala de parto, a paciente já estava na mesa de parto normal em perigo expulsivo, quando Eu assumi junto a equipe a assistência ao parto, solicitei para a equipe que chamassem o pediatra para que se fizesse presente, o que esse chegou poucos minutos depois. A cabeça do feto já estava se exteriorizando e iniciamos as manobras de retirada dos ombros, quando percebemos que havia distocia de espáduas( ombros), a partir de então, Eu e à equipe passamos a realizar todas as manobras possíveis para é extração fetal em caso de distocia de ombros, como manobra de McRoberts, manobra de pressão supra-púbica, manobra de Rubin 1 e 2, depois manobra de Woods, sendo que todas essas manobras muito bem aplicadas não tiveram sucesso, e pelo o intervalo de tempo que já havia passado, a paciente tinha chegado à exaustão, o feto estava em sofrimento por asfixia, resolvemos tentar a manobra de Zavanelli, que consiste na realização de uma cesariana para a tentativa de extração fetal por via abdominal, onde a cabeça fetal é reintroduzida para a cavidade uterina e após então o feto é retirado por via abdominal( cesariana), sendo essa manobra de alto risco e aplicada muito raramente, mas mesmo após essa manobra, não conseguimos de maneira alguma realizar a extração fetal, neste momento ao início da manobra de Xavanelli, já por volta de 3:30h da manhã, o colega que iria assumir o plantão, Dr Allan Roberto chegou ao hospital e foi ao centro cirúrgico para dar apoio a nossa equipe, diante, dessa emergência obstétrica, o mesmo auxiliou na reintrodução do polo cefálico para a cavidade uterina, o que não tivemos sucesso. Nesse momento observamos que o feto já tinha vindo a óbito e que a paciente estava em risco, devido ao risco de hemorragias, risco de lesões de estruturas e ao tempo a anestésico, o que nos foi avisado pelo anestesista Dr Marcos Vinícius,; chegamos então à conclusão de que só havia uma solução para salvar a vida da paciente, já que o feto estava em óbito, que seria o procedimento de fetotomia, que apesar de ser uma técnica drástica, em casos raros e dramáticos vem a ser a única solução para salvar a vida da mãe. Após chegarmos a essa conclusão, fomos, eu e o Dr Allan Roberto, até o consultório informar ao acompanhante, que era o pai da paciente, o mesmo nos autorizou o procedimento, o que foi realizado pelo Dr Allan Roberto, logo após o consentimento do familiar. E assim, salvamos a vida paciente, mas infelizmente ao conseguimos salva o feto. Foi finalizada a cirurgia, a paciente ficou internada em recuperação cirúrgica, com prescrição de antibióticos de amplo espectro, hidratação e sintomáticos, após isso, o plantão foi assumido pelo Dr Allan Roberto.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade
Publicidade
QUEM JUNTAR MAIS CARTELAS GANHA!