
O teólogo presbiteriano Caio Modesto provocou polêmica nas redes sociais ao publicar um vídeo no qual relaciona casos recentes de “adultização” de crianças — como a denúncia feita pelo influenciador Felca contra Hytalo Santos — à exposição de pregadores mirins em igrejas pentecostais.
Segundo Modesto, apesar de contextos diferentes, em ambas as situações menores de idade seriam induzidos a adotar comportamentos de adultos, com suas imagens exploradas para fins comerciais por líderes e responsáveis. “Estamos vendo mercenários da fé oferecendo iPhone, brinquedos ou até viagens para a Disney em troca de um produto. E o produto é a criança!”, declarou.
O teólogo afirmou que, por trás desses “ministérios infantis”, há sempre adultos investindo na imagem dos pregadores mirins, ensinando-os a falar apenas o que agrada ao público e cobrando cachês pelas apresentações.
A publicação, feita no Instagram, dividiu opiniões. Entre os críticos, um seguidor questionou: “Usando o momento para hypar?”. Outro escreveu: “Por que não fez essa denúncia antes? Tá querendo surfar na onda…”. Por outro lado, houve quem concordasse, como o internauta que afirmou: “Excelente. Se tem uma criança pregando, é porque a igreja não tem liderança saudável, bons pastores ou centralidade bíblica”.
Diante da repercussão, Modesto voltou a se pronunciar nos comentários. Ele disse ter ficado surpreso com a quantidade de pessoas defendendo líderes neopentecostais que, segundo ele, exploram crianças e adolescentes como instrumentos comerciais da fé. O teólogo reforçou que a “adultização” não precisa ter cunho sexual para ser prejudicial: “Qualquer situação que exponha uma criança a responsabilidades e comportamentos típicos de adultos compromete seu desenvolvimento”.
Ao final, questionou a rotina de jovens pregadores que vivem de forma itinerante, longe da família, do lazer e dos estudos. “Parte da responsabilidade está nos que apoiam esse sistema. Os que se opõem precisam permanecer firmes diante dessa geração inimiga de Deus e amiga de Mamom”, concluiu.





